terça-feira, 13 de agosto de 2013

A DANÇA E A ALMA

A dança?Não é movimento
súbito gesto musical
É concentração,num momento,
da humana graça natural

No solo não,no éter pairamos,
nele amaríamos ficar.
A dança-não vento nos ramos
seiva,força,perene estar
um estar entre céu e chão,
novo domínio conquistado,
onde busque nossa paixão
libertar-se por todo lado...

Onde a alma possa descrever
suas mais divinas parábolas
sem fugir a forma do ser
por sobre o mistério das fábulas

SER PROFESSOR DE DANÇA É...

Ensinar a expressar, a demonstrar, a impor ou expor determinadas ações, pode, simplesmente, ser uma atitude global idealizada e praticada por uma grande parte da sociedade. Dançar não é uma exceção nesse todo, mas o método, a pesquisa e a técnica de aplicar a dança em si, estes sim diferenciam os mestres na arte de dançar.
O professor de dança não é aquele que chega à frente de seus alunos e, virando-se de costas para eles, enche-os de movimentos corriqueiramente repetitivos e extensos, mas aquele que demonstra e aplica, respeitando o limite de cada um e, desses limites, aperfeiçoando a criatividade que existe em cada ser humano.
Quem ministra, busca não apenas transmitir, passar seus ensinamentos adiante, busca, sobretudo, fazer com que o aprendiz demonstre que absorveu o conteúdo e, deste, faz bom uso.
Apresentar o conteúdo, teórica e metodologicamente, conforme a essência pesquisada sobre o mesmo propõe não apenas configurar um estereótipo, um conceito e prática do que se vai estudar, propõe, acima de tudo, revelar, produzir, estimular, criar a ideia de empreendedor de dança e, principalmente, pôr essa ideia em prática.
Empreender a dança, ser empreendedor na área de dança, eis um ponto culminante. Um professor de dança almeja, juntamente com o abordado anteriormente, a inovação, a novidade para o aluno. O aprendizado, a arte, a estética, o belo e o movimento assumem papel de primazia absoluta no processo e no produto, a dança como obra de arte final.
Portanto, ser professor de dança é mostrar não apenas que sabe dançar e sabe ensinar, é compartilhar, é aprender, é absorver, é questionar, é relevar e reconhecer a diversidade de aprendizagem. É, enfim, “ser um profissional criativo e capaz de gerar resultados estéticos exclusivos, reveladores de novos horizontes”.
Por Rafael Souza Ferreira

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Vídeo da performance "MATOLÃO"

Assista acima o vídeo da performance "Matolão", com Rafael Ferreira, Lilian Raiol, Kate De Paiva, Larissa Ferreira, Raí Gonçalves e Fernando Nunes.

PSICOLOGIA CÊNICA e da DANÇA: “MATOLÃO”

A Psicologia Cênica é resultante do grande encontro da Arte, da Sociedade e do Ensino. Nesse tripé, entram o apreciar a paisagem social e o contextualizar suas mínimas relações. No apreciar se encontram o descrever, o interpretar e o julgar as atitudes, enquanto que no contextualizar temos as diversas áreas do conhecimento através dos quais estas ações podem ser analisadas. Seja do ponto de vista histórico, social, politico, econômico ou cultural, essas relações passam por processos de criação, transformação, construção e reconstrução através também da Dança-educação, um vasto campo criativo e de inúmeras possibilidades de criação e interpretação. O corpo, o espaço e as dinâmicas são características marcantes nesse processo, envolvendo aspectos socioculturais, socioambientais e cênicos. É dançando que se aprende e se ensina a dançar e também a interpretar a sociedade.

"MATOLÃO"
A performance “Matolão” é um trabalho coreográfico resultante da disciplina Psicologia aplicada a Dança, ministrada pela Prof.ª Mayrla Andrade, no 3º semestre do curso Licenciatura em Dança (turma 2012) da Escola de Teatro e Dança da UFPA. O trabalho foi apresentado ao público durante a programação do II Encontro Paraense de Contato Improvisação, em julho de 2013, Belém-PA. Intérpretes-criadores: Rafael Ferreira, Lilian Raiol, Fernando Nunes, Kate Karolina de Paiva, Larissa Ferreira e Raí Gonçalves (Imagem abaixo).
RELEASE: Baseados nas análises do quadro "Os retirantes", de Cândido Portinari, o grupo apresenta seu trabalho dialogando com os pensadores Karl Marx e Hegel, nomes importantes da Psicologia social. Pobreza, miséria, seca, fome, taxa de natalidade e a fé percorrem a vida de "retirantes" que buscam uma vida social digna, ao mesmo tempo em que ocorrem deslumbramentos em relação às metrópoles, o que norteia uma série de reflexões plausíveis a nossa realidade social. A trilha de O rappa, "Súplica nordestina", e de Luís Gonzaga, "Pau-de-arara", intensificam a nossa reflexão filosófica, empírica e "materialista" sobre o ser, as coisas e o mundo como um todo, as mazelas, a intensiva luta de classes, a opressão e o oprimido. As composições coreográficas fixam (não literalmente) a ideia psicológica sobre a realidade social dos nordestinos da região do agreste, semiárido, que ao mesmo tempo é tão particular e refletem em outras realidades como, por exemplo, os haitianos, os etíopes, os dalits indianos. A proposta, por fim, executa uma idéia de não impregnação de quaisquer técnicas para a criação, mas sim despertar dentro dos corpos-bailarinos a realidade que cada um vê acerca dessas mazelas sociais.

PSICOLOGIA SOCIAL: Entre outros,... Karl Marx.




A psicologia social  aborda as relações entre os membros de um grupo social, portanto se encontra na fronteira entre a psicologia e a sociologia. Ela busca compreender como o homem se comporta nas suas interações sociais. Para alguns estudiosos, porém, a comparação entre a Psicologia Social e a Sociologia não é assim tão simples, pois ambas constituem campos independentes, que partem de ângulos teóricos diversos. Há, portanto, uma distância considerável entre as duas, porque enquanto a psicologia destaca o aspecto individual, a sociologia se atém à esfera social. (Disponível em: http://www.infoescola.com/psicologia/psicologia-social/)
Karl Marx foi filósofo e economista, nascido na Alemanha, em 1818. Sua família pertencia à próspera minoria judia. Mesmo tendo esta ascendência, o judaísmo não é o que fala mais forte em sua visão de mundo. Desde muito novo, Marx já se dedicava aos estudos de forma bastante promissora, chegando a ler autores conceituados mesmo antes de entrar para os estudos superiores. Suas ideias tiveram, e ainda têm, grande repercussão nos diferentes contextos sociais. 

“A primeira é a idéia de que o homem feliz é aquele que busca fazer todos os homens felizes, isto é, que trabalha em prol da humanidade. A segunda é a idéia de que os homens não podem determinar, em grande medida, o seu desenvolvimento, isto é, estão profundamente condicionados pelo estado social da sua existência”. Entretanto, o ideal de “ser humano igual”, de Marx, era contrário ao que pregava o sistema capitalista, com sua divisão de classes em burguesia e proletariado. Marx pregava um mundo sem desigualdades, sem divisão de classes, no qual todos trabalhassem em prol de todos para o bem estar geral da humanidade. 

Foi um dos principais defensores do Comunismo, um “sistema econômico e social baseado na propriedade coletiva; um sistema social, político e econômico teoricamente desenvolvido por Karl Marx e proposto pelos partidos comunistas como etapa posterior ao socialismo”. Pregava o fim do capitalismo através de uma revolução proletária em benefício da comunidade. Era contra ideologias, pois, segundo ele, eram geradoras de ideias e informações falsas acerca da sociedade e de seus acontecimentos. Marx ficou famoso também por dizer que até aquele momento os filósofos tinham apenas interpretado a sociedade, e que a partir dali era preciso mudá-la.

PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO e PSICOPEDAGOGIA: Jean Piaget, o desenvolvimento e a educação.




 O professor não ensina, ajuda o aluno a aprender (Lauro de Oliveira Lima).

Jean Piaget foi um dos grandes nomes relacionados aos estudos e compreensão do desenvolvimento e do conhecimento humano. Seus estudos buscavam desvendar e explicar como se desenvolve a inteligência no homem, sendo nomeada sua ciência de Epistemologia genética, vista como um estudo, uma análise de como se dá o aumento do conhecimento. Trabalhou muito com a educação humana e suas possíveis formas de assimilação.

(...) Principais objetivos da educação: formação de homens "criativos, inventivos e descobridores", de pessoas críticas e ativas, e na busca constante da construção da autonomia.

Devemos lembrar que Piaget não propõe um método de ensino, mas, ao contrário, elabora uma teoria do conhecimento e desenvolve muitas investigações cujos resultados são utilizados por psicólogos e pedagogos. Desse modo, suas pesquisas recebem diversas interpretações que se concretizam em propostas didáticas também diversas.

Implicações do pensamento piagetiano para a aprendizagem.

·    Os objetivos pedagógicos necessitam estar centrado no aluno, partir das atividades do aluno.

·    Os conteúdos não são concebidos como fins em si mesmos, mas como instrumentos que servem ao desenvolvimento evolutivo natural.

·    Primazia de um método que leve ao descobrimento por parte do aluno ao invés de receber passivamente através do professor.

·    A aprendizagem é um processo construído internamente.

·    A aprendizagem depende do nível de desenvolvimento do sujeito.

·    A aprendizagem é um processo de reorganização cognitiva.

·    Os conflitos cognitivos são importantes para o desenvolvimento da aprendizagem.

·    A interação social favorece a aprendizagem.

·    As experiências de aprendizagem necessitam estruturar-se de modo a privilegiarem a colaboração, a cooperação e intercâmbio de pontos de vista na busca conjunta do conhecimento.

A educação na visão Piagetiana: com base nesses pressupostos, a educação deve possibilitar à criança um desenvolvimento amplo e dinâmico desde o período sensório- motor até o operatório abstrato. A escola deve partir dos esquemas de assimilação da criança, propondo atividades desafiadoras que provoquem desequilíbrios e reequilibrações sucessivas, promovendo a descoberta e a construção do conhecimento.

Para Piaget, a criança é concebida como um ser dinâmico, que a todo momento interage com a realidade, operando ativamente com objetos e pessoas. Essa interação com o ambiente faz com que construa estruturas mentais e adquira maneiras de fazê-las funcionar. O eixo central, portanto, é a interação organismo-meio e essa interação acontece através de dois processos simultâneos: a organização interna e a adaptação ao meio, funções exercidas pelo organismo ao longo da vida.

A adaptação, definida por Piaget, como o próprio desenvolvimento da inteligência ocorre através da assimilação e acomodação. Os esquemas de assimilação vão se modificando, configurando os estágios de desenvolvimento.

Considera, ainda, que o processo de desenvolvimento é influenciado por fatores como: maturação (crescimento biológico dos órgãos), exercitação (funcionamento dos esquemas e órgãos que implica na formação de hábitos), aprendizagem social (aquisição  de valores, linguagem, costumes e padrões culturais e sociais) e equilibração (processo de auto regulação interna do organismo, que se constitui na busca sucessiva de reequilíbrio após cada desequilíbrio sofrido).

A importância de se definir os períodos de desenvolvimento da inteligência reside no fato de que, em cada um, o indivíduo adquire novos conhecimentos ou estratégias de sobrevivência, de compreensão e interpretação da realidade. A compreensão deste processo é fundamental para que os professores possam também compreender com quem estão trabalhando.

Estágios do desenvolvimento humano

Piaget considera 4 períodos no processo evolutivo da espécie humana que são caracterizados "por aquilo que o indivíduo consegue fazer melhor" no decorrer das diversas faixas etárias ao longo do seu processo de desenvolvimento. São eles:

1º período: Sensório-motor              (0 a 2 anos)

2º período: Pré-operatório                (2 a 7 anos)

3º período: Operações concretas     (7 a 11 ou 12 anos)

4º período: Operações formais         (11 ou 12 anos em diante)

Cada uma dessas fases é caracterizada por formas diferentes de organização mental que possibilitam as diferentes maneiras do indivíduo relacionar-se com a realidade que o rodeia. De uma forma geral, todos os indivíduos vivenciam essas 4 fases na mesma seqüência, porém o início e o término de cada uma delas pode sofrer variações em função das características da estrutura biológica de cada indivíduo e da riqueza (ou não) dos estímulos proporcionados pelo meio ambiente em que ele estiver inserido. Por isso mesmo é que "a divisão nessas faixas etárias é uma referência, e não uma norma rígida (...)".
Disponível em: http://piaget.infoedu.zip.net/

 PSICOPEDAGOGIA

 É a área de estudo dos processos e das dificuldades de aprendizagem de crianças, adolescentes e adultos. O psicopedagogo identifica as dificuldades e os transtornos que impedem o estudante de assimilar o conteúdo ensinado na escola. Para isso, faz uso de conhecimentos da pedagogia, da psicanálise, da psicologia e da antropologia. Analisa o comportamento do aluno, observando como ele aprende. Promove intervenções em caso de fracasso ou de evasão escolar. Além de trabalhar em escolas, pode atuar em hospitais, auxiliando os pacientes a manter contato com os conteúdos escolares. Pode trabalhar também em centros comunitários ou em consultório, público ou particular, orientando estudantes e seus familiares no processo de aprendizagem (Disponível em:http://guiadoestudante.abril.com.br/profissoes/ciencias-humanas-sociais/psicopedagogia-688126.shtml).