segunda-feira, 12 de agosto de 2013

PSICANÁLISE E EDUCAÇÃO: Freud e o (sub) inconsciente.


O Século XX teve um dos grandes desbravadores da mente humana, Sigmund Freud e sua psicanálise. Nascido em 1856, na Áustria, Freud foi o psiquiatra fundador da psicanálise, “conjunto de métodos destinados a investigar experiências emocionais passadas, determinar seu papel na atual vida mental do paciente, dar orientação para medidas psicoterápicas”. Tido como uma pessoa muito inteligente, a vida deste estudioso foi marcada inteiramente pela dedicação aos estudos, principalmente acerca da mente humana.
“A Psicanálise é a ciência que estuda o inconsciente humano. Nesse contexto, o homem é manipulado pelo inconsciente, ou seja, as ações conscientes são guiadas pelo inconsciente. A grande descoberta da psicanálise se deu ao grande destaque sobre a questão da sexualidade como força central da vida. Freud notou que na maioria dos pacientes que teve desde o início de sua prática clínica, os distúrbios e queixas de natureza hipocondríaca ou histérica, estavam relacionados a sentimentos reprimidos com origem em experiências sexuais perturbadoras. Assim ele formulou a hipótese de que a ansiedade que se manifestava nos sintomas era conseqüência da energia ligada à sexualidade; a energia reprimida tinha expressão nos vários sintomas que serviam como um mecanismo de defesa psicológica.”

Em resumo, para Freud a grande maioria dos distúrbios que se apresentavam em seus pacientes estavam ligados a traumas que os mesmos haviam sofrido em um momento anterior de suas vidas. Em sessões de retorno, hipnose, muitos desses traumas vinham à tona, fazendo com que Freud explicasse tal distúrbio e chegasse ao tratamento adequado. Também constatou que muitos desses traumas tinham procedência sexual, o que fez com que suas argumentações, grandes pesquisas e revelações acerca do comportamento sexual das pessoas, de todas as idades, gerassem grande polêmica na sociedade da época.
No contexto educacional, Freud defende a ideia de que tão logo a criança se interesse por assuntos relacionados à vida sexual, tão logo deve ser orientada e não reprimida como o faz a sociedade. Sobre o professor, ele deixa claro que este deve saber lidar com as particularidades de cada indivíduo, pois cada um tem seu modo de absorver e/ou se interessar e aprender o que é repassado. Contudo diz também que qualquer coisa falada pode não atender ou prejudicar o aprendizado.

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